terça-feira, 27 de setembro de 2011

A FLOR RESISTE NA RACHADURA DO PROGRESSO, VIVA A ANARKIA!!!!!

A okupa Flor do Asfalto se mantém alerta diante do possível despejo no dia 30/09.Há 3 semanas policiais bateram na porta, com aquele humor "sutil", típico dos matadores, entregaram uma notificação com data e prazo para o desalojo.Desde então xs atuais okupantes da casa, declaram atenção a esta situação fazendo um chamado a solidariedade internacional, contra o choque de ordem, seus despejos contínuos e toda a onda de repressões que vem acontecendo.


MORTE AO PORTO MARAVILHA!!!!!!
PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO: ESCOLA DE GENOCIDAS!!!!
A FLOR RESISTE NA RACHADURA DO PROGRESSO, VIVA A ANARKIA!!!!!

Para assistir ao documentário da resistência:
http://www.antenamutante.net/

sábado, 13 de agosto de 2011

Fax enviado da okupação do Consulado chileno em Barcelona às autoridades do Chile



Ao: Estado do $hile
    De: Individualidades Solidárias e Conscientes

        Esta é uma manifestação pelo FIM DA MONTAGEM DO CHAMADO "CASO BOMBAS" e exigimos a liberdade imediata dxs companheirxs detidxs no 14 d Agosto de 2010 e imputadxs nessa montagem.
       O governo é responsável do que aconteça com elxs. Elxs começaram uma greve de fome no dia 21 de fevereiro, que finalizaram ontem, por isso sua saúde e vida em risco.
        Reproduzimos parte do comunicado com as demandas dxs companheirxs durante a Greve de Fome:

    - LIBERDADE IMEDIATA
    - NÃO AO PROCESSAMENTO SOB A LEI ANTITERRORISTA
    - MUDANÇA DE MEDIDA CAUTELAR AXS COMPAS ( FIM À PRISÃO PREVENTIVA)
    - FIM À LEI ANTITERRORISTA E A SUAS TESTEMUNHAS "SEM ROSTO"
    - FIM AO ARTIGO. 7 INCISO 19 DA CONSTITUIÇÃO (UNANIMIDADE DE VOTO PARA CONSEGUIR A LIBRDADE CONDICIONAL)
    - REIVINDICAÇÃO DE DIREITOS CARCERÁRIOS
    - APRESENTAÇÃO DE UM PROJETO DE MODIFICAÇÃO À LEI ANTITERRORISTA 18.340 QUE INFLUA DIRETAMENTE EM SEU PROCESSO E QUE INCLUA ESTES PONTOS:
           - Fim às testemunhas encobertas
          - Modificação do art. 7 inciso 19 da constituição que se refere ao voto unânime da corte de apelações para obter a mudança de medida cautelar de prisão preventiva para liberdade condicional
            - Fim à triplicação das penas

    FIM À LEI ANTITERRORISTA!!
    ATÉ DERRUBAR A MONTAGEM REPRESSIVA JURIDICO POLICIAL!!!

    VAMOS CONTINUAR ATENTXS À ATUAÇÃO DO GOVERNO, PORQUE QUEREMOS NOSSXS COMPAS VIVXS E NAS RUAS:
    PRESXS ANARKISTAS, ANTIAUTORITARIXS E MAPUCHE PRA RUA!
    SOLIDARIEDADE COM XS COMPANHEIRXS: Andrea Urzúa, Camilo Pérez, Carlos Riveros, Felipe Guerra, Francisco Solar, Mónica Caballero, Rodolfo Retamales, Vinicio Aguilera, Omar Hermosilla.
    Barcelona (Espanha), 28 de abril de 2011

contatos para mandar faz de protesto:

    MINISTERIO DEL INTERIOR Y SEGURIDAD PÚBLICA
    Ministro: Rodrigo Hinzpeter Kirberg
    Fax: 6968740
    Subsecretario del Interior: Rodrigo Ubilla Mackenney
    Fax: 6990394
    MINISTERIO DE RELACIONES EXTERIORES
    Ministro: Alfredo Moreno Charme
    Fax: 6968796
    Subsecretario: Fernando Schmidt Ariztía
    Fax: 6989198
    MINISTERIO DE JUSTICIA
    Ministro: Felipe Bulnes Serrano
    Fax: 6954558 - 6989600
    Subsecretaria: Patricia Pérez Goldberg
    Fax: 6966952
    EL MERCURIO
    Fax: +562 580 5401
    0056 2 2066531
    LA TERCERA
    Fax: (56-2) 550 7999
    CANAL 13
    Fax: + 56 (2) 630-2056.
    CNN CHILE
    Fax: (56-2) 439 91 18.

Recapitulação do Caso Bombas

Este é um resumo parafreaseado de algumas ações internacionais que se realizaram em vários lugares em virtude da convocação de solidariedade internacional e da greve de fome dxs compas.

Muita coisa já rolou no "Caso Bombas" de Abril até hoje...

Embora a repressão a todas mas marchas solidárias que se fizeram em Santiago todas as quartas-feiras tenha sido brutal, elas não deixaram de acontecer, continuaram rolando a partir da quarta 27 de Abril. A polícia cumpriu seu papel de rotina, pedindo identificação a todos os manifestantes, exigiram que eles apresentassem uma "autorização" para continuar a manifestação. Chegaram a puxar os manifestantes na tentativa de dispersar o ato. Xs solidárixs continuaram marchando, mesmo com câmeras policiais gravando seus rostos. Os vigilantes não perceberam que existe algo maior que o medo que tentam impôr, tão desconhecidas são para eles a rebeldia e a solidariedade, também não sabem que ainda há quem tenha, como nós, sangue nas veias.

No mesmo dia, um grupo de anarquistas levantaram barricadas no setor La Colina para assim criar seu espaço de libertação e demonstrar seu odio ao terrorismo de estado que rola no $hile com o "Caso Bombas" e que ignora a greve de fome do dxs prisioneirxs políticxs do Povo Mapuche. A vontade de lutar vai até as últimas conseqüências até o final, com todas as armas. Declaram aos senhores do poder que a luta será diária para que os nossos companheiros saiam às ruas. Por coincidencia nesse dia o governo comemorava  aniversário da instituição policial militar do país, mas esse não foi o motivo da manifestação, pelo contrário, ela se deu pela liberdade dxs presxs. A luta, as idéias, as convicções e os métodos estão firmes para continuar declarando guerra ao estado. O grupo agradece a todxs xs compas deste planeta que lutam para que xs nossxs irmãs e irmãos encarceradxs estejam livres, pedimos que esta luta não acabe porque em todos os lugares do mundo existem corações gritando por liberdade, existem mulheres ou homens que estão dispostxs a dar sua vida se for necessário para acabar com esta miséria, demonstrando com fatos concretos que a luta esta mais viva do que nunca e que jamais nos calaremos.

"A SOLIDARIEDADE ENTRE OS ANARQUISTAS NÃO É PALAVRA ESCRITA SOMENTE"

SEMANA DE AGITAÇÃO E PROPAGANDA
DO 14 AO 21 DE ABRIL

Realizaram-se ações em solidariedade no mundo inteiro. Em montreal, durante a Semana de Agitação e Liberdade do 14 ao 21 de abril um banco Desjardin teve seus vidros quebrados. Quando xs compas estavam completando 65 dias em greve de fome, um grupo de pessoas se manifestaram diante a embaixada chilena no centro de Londres, levaram faixas e distribuiram panfletos, tentaram conversar com o embaixador mas naturalmente não rolou. Andaram de Scotland Yard até a abadía de Westminster, mostraram as faixas aos jornalistas e depois foram embora.

LIBERDADE A TODXS XS LUTADORXS ENCARCERADXS!

A DESTRUIR TODAS AS PRISÕES!

Na argentina, a galera incentiva a todxs em todos os lugares a fazer da solidariedade uma relidade, seja pela difusão, a ação ou qualquer forma que a imaginação ousar e que não seja apenas palavras. Pelo fim da montagem que começa a desmoronar, pela liberdade de nossxs compas.

Em Barcelona, a galera okupou o consulado do $hile. Exigiram mandar fax ao ministério dio interior, ministério da justiça, de relações exteriores e à mídia burguesa do $hile. Penduraram duas faixas na frente do prédio. Enquanto isso a galera do lado de fora fechou a rua e gritaram pela liberdade dxs compas presxs. Como resposta, o desdobramento policial foi exagerado, a polícia nacional histérica que apareceu devido ao chamado do consul. Identificaram alguns compas dxs solidárixs e mantiveram várixs detidxs no interior do prédio do consulado por mais de uma hora. O consul chegou ao ponto de empurrar uma das minas. Com esse pequeno gesto pretendem enviar uma saudação carinhosa axs compas presxs pela montagem "Caso Bombas" e axs prisioneirxs mapuche e todxs aqueles que resistem a esta sociedade carceraria que tortura e assassina. Nesse momento elxs também levavam em seus corações a Patrícia, presa da montagem 4F que se suicidou no 26 de Abril, pelo que deve-se responsabilizar diretamente o Estado espanhol com seus políticxs, policiais e juízes.

No dia 27 de Abril finalizou-se a greve de fome... Mas a luta continua!!

terça-feira, 26 de abril de 2011

"Mão estendida ax companheirx, Punho fechado ax inimigo!"


 Escrevo a vocês de um dos lugares mais terríveis dos centros de extermínio chileno, o hospital penitenciário.
 É bastante difícil descrever as atrocidades deste lugar. Supostamente, para o cuidado da integridade física psicológica, xs carcereirxs requereram minha hospitalização neste lugar, já que pelos eventos festivos da “páscoa” não haveriam médicos no centro penitenciário feminino.
 Com uma custódia permanente (de 24h) literalmente aos pés da cama, os dias passam excessivamente lentos. Vejo passar tuberculosxs, doentes psiquiátricxs, muitíssimxs autoflageladxs, etc... de todas as penitenciárias de Santiago.
 O ódio deixa minha cabeça em pé, nenhum carcereirx (seja de branco ou de verde) me submeterá nem minimamente.
 Ainda que para muitxs existam coisas que não se agradecem... meu peito antiautoritário se levanta cheio de orgulho e agradecimento diante dxs dignxs guerreirxs que criam e destrõem com seus gestos solidários em muitos cantos, por todo o mundo.
 Por mais cadeados e correntes, muros e olhos vigilantes o objetivo não mudou: a destruição de toda forma de dominação!
 Sem ter a certeza de que leiam estas linhas, irmãos e irmãs que voam alto, muito alto, longe das câmaras e uniformes... sua fuga é o alimento para o coração.
 Um forte abraço à todas e todos os irredutíveis ao redor do mundo, em especial aos companheirxs das Células de Fogo que estão demonstrando que a solidariedade é uma arma.

Ontem, hoje e sempre... nem deus nem mestre.
À rua xs presxs do caso bombas detidxs no 14 de agosto!
Em greve de fome desde 21 de Fevereiro.

Mónika Caballero – Prisioneira Política Anarquista – Hospital Penitenciário, Santiasco/$hile

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Urgente! SE RADICALIZA A GREVE DE FOME / PRESOS POLÍTICOS "CASO BOMBAS"

[CHILE] 58 DIAS dias de GREVE de FOME!!!! SE RADICALIZA LA HUELGA DE HAMBRE / PRESOS POLÍTICOS "CASO BOMBAS"

Durante o dia de hoje, terça-feira 19 de abril, as e os presos da montagem política "caso bombas" em seu 58º dia de mobilização decidiram RADICALIZAR sua GREVE DE FOME, excluindo de sua dieta todo tipo de líquidos e sais hidratantes, a exceção de água, para implementação imediata do seu pedido:

- LIBERDADE IMEDIATA
- NÃO AO PROCESSO PELA LEI ANTITERRORISTA
- MUDANÇA DA MEDIDA CAUTELAR AOS COMPANHEIROS E COMPANHEIRAS (FIM DA PRISÃO PREVENTIVA)
- FIM DA LEI ANTITERRORISTA E SUAS TESTEMUNHAS "SEM ROSTO"
- FIM DO ART. 7 INCISO 19 DA CONSTITUIÇÃO (VOTO UNÂNIME PARA CONSEGUIR A LIBERDADE CONDICIONAL)
- REIVINDICAÇÃO DOS DIREITOS CARCERÁRIOS


Dentro do mesmo precisam e exigem:

- APRESENTAÇÃO DE UM PROEJTO DE MODIFICAÇÃO DA LEI ANTITERRORISTA 18.340 QUE INFLUENCIE
DIRETAMENTE EM SEU PROCESSO E QUE INCLUA LOS SEGUINTES PONTOS:
* FIM DAS TESTEMUNHAS ENCOBERTAS
* MODIFICAÇÃO DO ART. 7 INCISO 19 DA CONSTITUIÇÃO REFERIDO AO VOTO UNÂNIME DA CORTE DE

APELAÇÕES PARA CONSEGUIR A MUDANÇA DE MEDIDA CAUTELAR DE PRISÃO PREVENTIVA A LIBERDADE CONDICIONAL

* CAPACIDADE DE TRIPLICAR AS PENAS.

Ao mesmo tempo exigem a presença imediata do Arcebispo de Santiago Ricardo Ezzati nos penais onde se encontram sequestrados, conformação de uma mesa de trabalho para a modificação da lei Antiterrorista com resultados até o dia 27 de abril; dia em que se não se chegar a um acordo se assumirá uma GREVE DE FOME DE CARÁTER SECO.

ROGAMOS DIFUNDIR E APOIAR....
OS/AS COMPANHEIROS/AS RADICALIZARAM SUA LUTA!!!!
O QUE ESTAMOS ESPERANDO???

Mais informações:


http://libertadalos14a.blogspot.com/
http://solidaridadporlxspresxs.blogspot.com/
http://anticarceraria.blogspot.com/ (português)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Semana de Agitação e Propaganda pela Liberdade



Do 14 ao 21 de Abril

Fim à prisão dxs imputadxs da montagem "caso bombas" detidxs no 14 de Agosto de 2010

ABAIXO OS MUROS DAS PRISÕES!

Que o medo não destrua a solidariedade
Que a solidariedade destrua o confinamento!

Comunicado dos companheirxs em greve de fome desde a seção de segurança máxima

Comunicado de Greve de Fome:
Ao se cumprir 45 dias de nossa mobilização com características de Greve de Fome contra a absurda montagem repressiva, criado e legitimado pelo ministério público e ministério do interior, como também pelo fim da lei antiterrorista, instrumento jurídico utilizado para perseguir e aniquilar a todxs xs que organizam o descontentamento social; podemos manifestar que nossos corpos começam a evidenciar mudanças notórias, como por exemplo:
-Queda de peso médio entre 11 e 13 kilos.
-Alteração de sinais vitais (pressão alta).
-Cãimbra.
-Arritmias cardiacas.
-Cefaléias prolongadas por longos períodos de tempo.
-Secura na pele.
-Dores musculares e de articulações.
-Enjôos.
-Cansaço físico.

É um fato que com o passar das semanas os problemas físicos vão aumentar, mas somos conscientes do trascendental desta luta com o anseio de pisar novamente as ruas. Por isso a greve de fome foi assumida indefinidamente.

Reconhecemos que nesta ação, que pouco a pouco, trascende as grades e as fronteiras, não só está em jogo acabar com as pretensões do estado, na figura do fiscal peña, de nos manter seqüestrados por longos anos no interior de suas sinistras masmorras, mas também pretende deixar alerta a todxs xs organizadorxs pela libertação dos povos, axs antiautoritárixs e anarquistas, a estudantes e trabalhadores enfrentados aos modelos de dominação por melhoras em seus direitos, que a campanha de terror, política e comunicacional vai continuar de forma escancarada e sem ética  contra toda resistência ao sistema de exploração e depredação capitalista; y as armas a ser  utilizadas pelo estado de direito serão as mentiras policiais (evidências) e a lei antiterrorista.

Com nossa detenção o poder sentenciou uma mensagem descarada para promover o amedrontamento naqueles que duvidam em seus compromissos de apoio mútuo, como também, debilitar os projetos de emancipação. É a mesma casa da moeda que na segunda-feira 4 de abril mostrou o terrorista Peña e seus seguidores ao assistir com toda a parafernália da mídia, da qual é o ator principal, ao mal da justiça com o objeto de entregar segundo ele “numerosas provas em 600 folhas que permitem continuar com o processo condenatório. São mais de 7000 evidências, 800 testemunhas (quatro delxs sem rosto), todas provas contundentes para creditar a existência de uma associação ilícita terrorista”, que pelo visto só existe na cabeça torta do fiscal. Inclusive, este personagem se deu o luxo de manifestar que com isto “encerram-se 5 anos de investigação”. Resultam surpreendentes estas afirmações quando estamos sendo acusados da colocação de 29 dos mais de 120 bombas que já foram colocadas no país.

Seu espetáculo, suas penas do inferno que vão desde 10 anos à prisão perpétua, já não nos surpreendem, nem amedrontam, estamos conscientes de que até agora este tem sido um julgamento político no qual diversos poderes fácticos permitiram e justificam todo este show, elaborado poucas semanas depois de destituido o promotor Javier Armendáriz, quem com as mesmas provas e evidências jamais pôde comprovar nenhum ilícito.

Temos a esperança de que toda esta farsa virá por água abaixo graças a nossa defesa e principalmente como produto do compromisso solidário de todxs aqueles que não se deixam amedrontar com o fustigamento policial, que fazem da rua um espaço concreto para tensionar axs indivíduxs para se contagiar por recuperar a memória da luta. Esta intenção comprometida deve nos ajudar a acordar, potenciar e multiplicar as redes de apoio necessárias para enfrentar o atual momento.

Nossas forças e ânimo estão firmes. Cada ação de protesto, marcha, motim, ocupação de embaixada, declaração pública diante de nossa reivindicação de liberdade imediata e o que demonstra um compromisso fraterno com a greve de fome é um alimento estimulante para seguir adiante em nosso objetivo. Nada nos amedronta. Somente queremos pisar logo as ruas, orgulhosos de nossa história.

SOLIDARIEDADE CONSCIENTE E COMPROMETIDA COM A GREVE DE FOME!!
FIM AO ESTADO TERRORISTA!!
ATÉ DESTRUIR TODAS AS GAIOLAS!!

Prisioneirxs imputadxs do tal caso bombas. Módulo de Segurança Máxima, Santiago 5 de Abril de 2011

Sobre o ocorrido na audiência da quinta-feira 7 de Abril + Informação sobre o estado de saúde das companheiras

A audiência da quinta-feira 7 de Abril tinha por objetivo conseguir a transferência dxs companheirxs desde o módulo de segurança máxima (lugar no que se encontram desde o 14 de agosto, com um regime decastigo que os mantêm presxs sozinhxs, isoladxs durante 22 horas diárias em celas de 2 por 3 metros, no qual tem restrição em suas visitas que podem ser apenas parentes diretos e seus/suas companheirxs, duramte 3 horas por semana e sem direito a visita íntima) rumo ao módulo de alta segurança dentro da mesma unidade especial de alta segurança.

Este requerimento por parte dxs 8 companheirxs em greve de fome alí recluídxs, que consta inclusive no seu petitório de mobilização, foi atingido. Eles serão transferidxs no máximo em 48 horas rumo as dependências da seção de alta segurança mais conhecida como a C.A.S.

Se bem estamos conscientes de que este fato é apenas um paliativo a sua condição de seqüestrados pelo estado terrorista, é também um passo a frente nas exigências de sua mobilização no que diz respeito aos direitos carcerários.
Por outro lado, ficamos sabendo que Andrea e Monica já sairam do hospital penitenciário rumo as dependências do centro penitenciario feminino, no qual vai se desenvolver com normalidade sua visita na qual esperamos mais e melhor informação a respeito de seu delicado estado de saúde.
 LIBERDADE IMEDIATA AXS SEQUESTRADXS DA MONTAGEM “CASO BOMBAS” EM SEU DIA 46 DE GREVE DE FOME

Comunicado dxs companheirxs presxs em greve de fome

A TODXS XS INDÓCEIS EM CADA CANTO DO GLOBO

Já são quase 8 meses que as forças da ordem prenderam nossos corpos, o estado desempoeirou todas suas marionetes e brinquedos para uma nova onda repressiva. Os 5 anos de investigação as mais de 100 bombas manifestavam “resultados concretos”.
E “caso bombas” é um julgamento político no que podería caber qualquer dissidente do capital, casos similares tem se repetido em outros territórios, as garras do panótico continua levando consigo seres a seus mórbidos FAUCES, uma medida exemplificadora para todxs aquel/e que tente tão só questionar a apaziguada ordem cidadã.
Para xs que estamos atrás das grades nossas ferramentas são escassas, por isso desde o 21 defevereiro iniciamos uma greve de fome líquida indefinida, exigindo como primeiro ponto a absolução desta montagem jurídico, policial, comunicacional e a tão ansiada saída às ruas.
Qualquer letra neste comunicado não tería nenhum sentido se não se traduzisse em ações. A solidariedade em um exercício que rompe com as lógicas da dominação, uma arma belíssima que pode ser usada de inúmeras formas. É por isso que fazemos um chamado de solidariedade em todas as localidades, territórios e espaços onde continuem as mentes inquietas, numa jornada de agitação e propaganda desde o dia 14 de abril até o 21 do mesmo mês pelo fim da prisão dxs imputadxs do “caso bombas” detidxs no 14 de agosto de 2010.
ABAIXO OS MUROS DAS PRISÕES
LIBERDADE AXS PRESXS DO CASO BOMBAS EM GREVE DE FOME

- PRESXS DO CASO BOMBAS DETIDXS NO CENTRO PENITENCIARIO FEMININO E NA UNIDADE ESPECIAL DE ALTA SEGURANÇA DO CÁRCERE DE ALTA SEGURANÇA DE SANTIAGO

Imagens da tortura vivida na marcha solidária de quarta-feira + informações sobre xs detidxs





Xs doze companheirxs sequestrados ontem foram postxs em “liberdade”. Nove delxs sairam da delegacia ao redor das 4:45 da manhã, enquanto, lá fora, um grupo de companheiros e companheiras xs aguardavam. Xs outrxs três restantes, que acabaram sendo xs que mais apanharam e naquele momento deveriam estar em calabouços separadxs do resto, acho que devem ter passado a um controle de detenção, de manhã, por supostas agressões à polícia, mas já estão nas ruas.
Porém, estas 3 pessoas ficaram com um processo nas costas e um prazo investigativo de 3 meses, além das medidas cautelares de permanecer no país e se apresentar diante das autoridades uma vez por mês. 
Uma saudação a todxs xs que estiveram preocupadxs pela situação dxs companheirxs e contribuiram com comida e agasalho na espera por vê-lxs nas ruas.











Terrorismo de Estado ordena reprimir a través de BRUTALIDADE POLICIAL a marcha solidária da quarta-feira

Postagem de quarta-feira 6 de Abril

Hoje, quarta feira 6 de abril se cumpriram 45 dias de GREVE DE FOME pelxs presxs da montagem “caso bombas” exigindo:


-LIBERDADE IMEDIATA
-NÃO AO PROCESSAMENTO PELA LEI ANTITERRORISTA
-MUDANÇA DE MEDIDA CAUTELAR COM XS COMPANHEIRXS (FIM À PRISÃO PREVENTIVA)
-FIM À LEI ANTITERRORISTA E A SUAS TESTEMUNHAS “SEM ROSTO”
-FIM AO ARTIGO. 7 INCISO 19 DA CONSTITUIÇÃO (VOTO DE UNANIMIDADE PARA CONSEGUIR A LIBERDADE CONDICIONAL
-REIVINDICAÇÃO DE DIRETOS CARCERÁRIOS
Lamentávelmente as condições de saúde das companheiras Andrea Urzua e Monica Caballero tem piorado, na visita dxs advogadxs de hoje elas precisaram de cadeira de rodas para ser deslocadas.
No transcurso da tarde soubemos que sua condição deve ter piorado porque foram transferidas ao hospital penitenciário. Ainda não temos certeza de seu real estado, nem maiores informações de sua evolução já que não nos é permitido visitá-las.
DENUNCIAMOS

Toda quarta-feira fazemos uma marcha solidária partindo de Arturo Prat/Alameda, andando pelas ruas Alonso de Ovalle e Santa Rosa enquanto distribuiamos propaganda, líamos o último comunicado dos companheirxs desde a seção de segurança máxima, estavamos propagando informações sobre sua situação gritando pela liberdade dxs companheirxs e denunciando a montagem que xs mantêm atrás das grades.
No momento de atravessar a Alameda rumo a rua Mc. Iver fomos BRUTALMENTE REPRIMIDXS pelo pessoal de forças especiais de carabineros, que se jogaram sobre nós, correndo e com suas armas distribuindo pauladas por onde quer.
Enfatizamos o EXAGERADO acionar de carabineros, que detiveram pessoas sem nenhum motivo e espancaram outras de forma impune, tentando tirar dos manifestantes suas faixas, propaganda, megafone, bicicletas, etc, por meio da VIOLÊNCIA E DO ABUSO DE PODER que lhes outorga um ridículo uniforme que os faz sentir donos da rua e capazes de pisar encima daqueles que decidem levantar suas vozes e se manifestar. Seus métodos abusivos chegaram ao ponto de aljemar pessoas nas grades da biblioteca nacional, empurrar, pisar, arrastar pelo chão e bater com seus ferros a pessoas idosas.
Uma vez violentados na rua Mc. Iver algumas pessoas nos reunimos na porta da primeira delegacia para pedir informação sobre xs que foram detidxs. Neste lugar permanecimos umas 20 ou 30 pessoas, sobre a calçada norte da rua Santo Domingo até que o pessoal de forças especiais chegou e sem medir palavras se jogaram encima de nós, nos batendo com seus escudos, nos dando murros e chutes além de utilizar armas(lumas).
 DENUNCIAMOS O TERRORISMO POLICIAL com que fomos reprimidos, enfatizamos que estavamos reunidxs livremente na calçada, e que foram policiais de forças especiais os que sem precisar de nenhuma desculpa nos bateu até o ponto de deixar uma companheira inconsciente devido a um chute em seu estômago; rasgaram-lhe as roupas, reduziram-no embaixo do ônibus de forças especiais e enforcar outro companheiro enquanto tentavam levá-lo em detenção. Neste lugar foram colocados no carro policial através do uso de EXTREMA VIOLÊNCIA 10 pessoas.
DENUNCIAMOS A EXHIBIÇÃO DE ARMAMAMENTO DE GUERRA por parte da polícia de forças especiais, a tal ponto que na hora da correria, cairam balas no chão das ruas.
Logo após essa GRANDE SURRA fomos espantadxs da parte exterior da delegacia e pelo visto xs detentxs foram transferidxs à 3 delegacia, da qual temos antecedentes, sabemos que seu pessoal é igualmente (ou pior) ABUSADXS E ESPANCADORXS.
Ao ser meia-noite ainda não temos informação certeira do estado dxs detidxs, apenas sabemos que sua detenção realizou-se no PIOR CENÁRIO DE TERRORISMO POLICIAL.
Através da surra pretendem semear o medo, mas o fogo solidário não se apaga com tanta facilidade, FORÇA E SOLIDARIEDADE PARA XS DETIDXS NA MARCHA SOLIDÁRIA E LIBERDADE PARA XS PRESXS EM GREVE DE FOME DA MONTAGEM “CASO BOMBAS”
Por favor, difundir e incrementar esta informação e acrescentar imagens.
GRATXS!
























Carta (aberta) ao Fiscal Alejandro Peña

Uma carta pode ser uma rebelião contra a injustiça, e acredite, esta é a ideia desta carta.
      O  que eu queria dizer finalmente é que, se queremos minimamente, traçar uma história na qual o desígnio da injustiça não seja uma rota obrigatória, devemos aceitar que toda a sociedade esteja habitada por espíritos livres e empenhada para para empurrar a história pelo caminho da liberdade e da dignidade. E, ainda que não seja a única, viver em rebeldia é também uma forma de viver.
     O senhor está na ponta oposta dessa forma de viver.
     
Toda sociedade tem um bufão puxa-saco na corte e, acredite, temos a certeza de que o senhor - e outros acusadores em casos Mapuche- encarnam ao "Fiscal Torres de nossos tempos".

     O senhor assume práticas afiadas, baseado em apenas uma justiça: a da mentira, da delação premiada, a das provas forçadas, a da suja e injustificada imaginação delirante, a da repressão inclusive direcionada para crianças para amedrontar.
     Não posso entender a reviravolta na sua alma. O senhor foi estudante de uma instituição focada no âmbito dos direitos humanos, o CODEPU. Foi sua passagem pelo CODEPU uma espionagem planificada?, Até onde foi a sua sensibilidade, depois de haver conhecido, de primeira mão, as aberrações da ditadura?. O senhor hoje praticou essas aberrações nas invasões e nas detenções das pessoas que vocês vincularam gratuitamente com o midiático "caso bombas".
     Conhecemos desde os governos da “Concertación”, a obsessiva compulsão por apresentar um país "branco", um "paraíso para os investimentos estrangeiros" , "aonde as instituições funcionam" e “os negócios são um sucesso". Tudo isso -desgraçadamente- construído com repressão, sem economizar em jogos e montagens sujos como ferramentas para modelas e uniformizar mentes. O que há de concreto é que esses jogos e montagens provocam raiva, provocam indignação - ética e, longe de calar as vozes dissidentes, põe em alerta os espíritos que no aceitam aos desígnios e a camisa de força do mercado.
       Citando humildemente à Clotario Blest, não me assusta nem minimamente se esta carta me provocar danos pessoais, e, ainda que estou longe de sonhar com isso, prefiro a prisão política ao silêncio.
    Saiba o senhor que a cada dia se somam mais pessoas conscientes da realidade da prisão política no Chile atual, dispostos a fazer suas pequenas rebeliões para desmascarar a brutalidade do sistema.
     Diferente de você, vivemos a alegria de não termos preço!

Claudio Escobar Cáceres
Engenheiro Civil Eléctrico - Professor de Estado em Matemáticas
Liberdade aos(as) Presos(as) Políticos(as) do 14 de Agosto!
Liberdade aos Presos Políticos Mapuche!

terça-feira, 29 de março de 2011

Anarquistas gregos tomam a embaixada do Chile em solidariedade ao “Caso Bombas”



[Em solidariedade aos acusados no “Caso Bombas”, um grupo de anarquistas tomaram, na manhã desta segunda-feira (28), a embaixada chilena na Grécia.]

Por uma hora aproximadamente esteve ocupada a Embaixada do Chile na Grécia, em Atenas, em solidariedade aos acusados no "Caso Bombas". Nenhuma pessoas foi detida.

Segundo explicou a embaixadora Carmen Ibanez ao canal TVN, a ocupação durou cerca de uma hora, por volta das 10h20 da manhã na Grécia.

“Esta manhã ocuparam nossa embaixada, por uma hora, 30 jovens anarquistas que diziam vir de forma pacífica, e assim foi até este momento. Gostaríamos de saber qual o próximo passo”, afirmou Ibañez.

Funcionários do corpo diplomático informaram que abriram as portas porque uma mulher, que teria sotaque chileno, “disse que queria a uma renovação do passaporte. Quando ela entrou, deixou passar pelo menos 30 jovens que começaram a enviar fax ao Ministério da Justiça e ao Ministério das Relações Exteriores do Chile”.

O comunicado que os anarquistas deixaram no lugar dizia: “Solidariedade aos companheiros e companheiras em greve de fome no Chile pelo Caso Bombas. Exigimos a libertação imediata de todos eles, o fim da montagem jurídico-policial, o fim da Lei Anti-terrorismo, herdada da ditadura e aperfeiçoada pela democracia, e o fim dos prazos de investigação e realização imediata de um julgamento justo”.

O pedido foi deixado na Embaixada e foi enviado por fax da Grécia às autoridades do Chile (cópia em anexo).
Vídeo imprensa corporativa:

› http://www.24horas.cl/videos.aspx?id=112514

agência de notícias anarquistas-ana

outro outono
no chão entre folhas
sonhos do verão

Ricardo Silvestrin

29 de Março – Dia do jovem combatente/Chile


A data é uma referência a morte dos estudantes e irmãos Rafael e Eduardo Vergara Toledo que lutaram na linha de frete dos movimentos populares contra o regime totalitário do general Augusto Pinochet (1973 – 1990), foram assassinados em 29 de Março de 1985. Desde então, todos os anos, no bairro de Villa Francia, na zona oeste de Santiago, onde os irmãos Toledo moravam, os jovens saem às ruas, principalmente durante a noite, encapuzados, fechando as avenidas principais com barricadas e entoando palavras de ordem.
Ontem, véspera do dia do Jovem Combatente, fizemos uma intervenção ao redor do Consulado Geral do Chile – SP. Com as colagens denunciamos a questão do abuso de poder do governo reacionário Sebastián Piñera, que em nome do “bem-estar e ordem social”, utiliza a Lei antiterrorista para invadir ocupações e casa de mlitantes libertários. Em 14 de Agosto de 2010,  14 militantes foram presos sob a acusações de ataques armados, com explosivos e objetos incendiários, que aconteceram nos últimos 3 anos, contra alvos do Estado e do capital no país. Porém a única prova concreta é que esses militantes faziam e fazem parte de movimentos sociais e atividades de luta contra a farsa democrática. Atualmente são 10 pres@s políticos.  E dos índios Mapuches, que desde a colonização são símbolo de resistência, pois não se rendiam a aculturação espanhola, resistência que se mantém firme até os dias atuais. Hoje, brigam pelas terras de Araucanía, região sul do Estado chileno. Os conflitos com o Estado para ter posse das terras vem  séculos gerando confrontos e prisões, mas se acentuou em Janeiro de 2008, com a morte do estudante de ascendência mapuche Matias Catrileo, 22 anos, por um segurança privado de um fazendeiro. Os mapuches reinvidicam a posse das terras da região de Araucaní, além da liberdade d@s pres@s políticos que defendem a causa indígena.
A solidariedade não reconhece fronteiras…
Basta de Lei antiterrorista!
Liberdade a tod@s os/as pres@s políticos!

domingo, 27 de março de 2011

[Grécia] Consulado chileno em Tessalônica é ocupado em solidariedade aos presos políticos em greve de fome


[Um grupo de anarquistas invadiu o consulado chileno de Tessalônica no dia 15 de março, em solidariedade aos presos políticos em greve de fome há 33 dias no Chile. Os manifestantes ergueram faixas e gritaram slogans e distribuíram folhetos. Não houve detenções.]


Comunicado:
Os becos sem saída da dominação, a violência autoritária e a estratégia de guerra para a neutralização do inimigo interno são, mais que nunca, características evidentes em todos os estados nos quais se desenvolve a resistência social organizada. No 14 de agosto de 2010, um maravilhoso espetáculo repressivo tomou lugar nas cidades chilenas de Santiago e Valparaíso conduzindo à perseguição de 14 pessoas, 8 das quais foram encarceradas e acusadas de todos os ataques armados, com explosivos e objetos incendiários, que aconteceram nos últimos 3 anos, contra alvos do Estado e do capital no país. A única prova concreta que os levaram a cárcere é sua identidade política, que é sintetizada por seus círculos sociais e suas atividades de luta.
Andrea Urzúa, Camilo Pérez, Carlos Riveros, Felipe Guajardo, Francisco Solar, Mónica Caballero, Pablo Morales, Rodolfo Retamales, que desde então estão encarcerados, levam uma luta importante desde 21 de fevereiro de 2011, em que começaram uma greve de fome exigindo sua liberdade assim como a abolição da lei antiterrorista. Logo após começar a greve, outros 2 companheiros foram reenviados à cárcere depois de um período de prisão domiciliar. Vinicio Aguillera e Omar Hermosilla se uniram à greve 2 dias depois. Através deste posicionamento todos eles demonstram claramente que não estão dispostos a resignar-se nas jaulas da democracia. Através de sua segunda exigência, conseguiram quebrar o isolamento social que fazia parte dos planos do Estado, colocando em evidência a profunda dimensão política de seu caso o qual é significativamente importante para todas as lutas sociais. O arsenal da lei, que todos os estados totalitários modernos têm a sua disposição, é uma ferramenta para a eliminação de qualquer um que seja inimigo consciente contra o domínio. Ainda que sejam os anarquistas os principais receptores da violência mascarada pelas leis, a força da lei do terror não vai extinguir-se depois deles. O resultado desta luta será um legado histórico para o movimento que não ficará parada dentro das fronteiras de nenhum país. Que aconteça então o mesmo com a solidariedade que será expressada, a partir de todos os lugares deste planeta, para com estes companheiros.
Nós lhes desejamos muita força até sua liberação. Nós ficamos juntos a eles nesta difícil luta contra as masmorras do Estado, contra o processo judicial discriminatório e classista, contra as merdas dos meios de comunicação e contra todos aqueles que tentarão bloquear seu caminho até a liberdade.
Assembléia pelo fomento da solidariedade e outros companheiros.
15 de março de 2011, Tessalônica, Grécia.
agência de notícias anarquistas-ana
vento de outono
a silenciosa colina
muda me responde
Matsuo Bashô

terça-feira, 22 de março de 2011

Nem um dia a mais na prisão




Em uma entrevista coletiva da qual participaram familiares, o Padre Alfonso Baeza e entidades de direitos
humanos, se exigiu a liberdade imediata dos jovens presos no “caso bomba”

DECLARAÇÃO PÚBLICA

No dia 14 de Agosto de 2010 um grande contingente de funcionários da “Policía de Investigación y de Carabineros” do Chile e suas distintas brigadas invadiram 17 casas nas cidades de Santiago e Valparaíso. Nestas invasões, foram detidas 14 pessoas que continuam até hoje na cadeia ou em liberdade condicional. Nove deles, presxs preventivamente, estão em seu 24 dia de greve de fome, em protesto contra os erros dos processos que xs mantém na cadeia.

Esta situação anda lado a lado com a decisão do fiscal Alejandro Peña de provocar uma crise na cidadania, afirmando que esses jovens detidos e as famílias que sofreram as invasões são “terroristas”, baseados e amparados na lei Antiterrorista, originária da ditadura, implementada e aperfeiçoada pelos governos posteriores. Já passaram mais de 6 meses desde estas prisões e ainda não existe sequer uma prova que demonstre que os detidos tenham colocado artefatos explosivos, a acusação principal do Fiscal Peña.

Nas invasões houve extrema violência: as portas das casas foram quebradas, os policiais estavam armados, filmando tudo com câmeras de vídeo e assim desrespeitando a intimidade daquelas famílias, além de ameaçar as pessoas que ali se encontravam, sem se importar com a presença de crianças e de mulheres grávidas.

Houve também ameaças que nos fazem lembrar do passado recente da ditadura militar, como por exemplo: “melhor você ficar tranquilo, se não já sabe o que vai te acontecer...” Foram invadidos inclusive o quarto das crianças, sendo suas coisas revistadas, seu brinquedos e fotos roubados, em uma operação que deixou entre 4 e 7 agentes por horas nas casas desas crianças.

É importante mencionar que as casas dos familiares mais diretos também foram parte da procedimento desse dia. Vários objetos de valor foram levados pela polícia, como computadores, maquinas fotográficas, impressoras, scanners, bicicletas e roupa, sem que até agora tenham sido devolvidos. As portas derrubadas e os danos causados nos móveis não foram reparados pelos responsáveis.

Desde este mesmo 14 de Agosto, familiares, amigos e amigas das pessoas que sofreram a invasão são vítimas de perseguição policial, grampos em seus telefones e em seus e-mails, e seus celulares são inclusive carregados misteriosamente para que continuem estabelecendo contato com seu mundo relacional.

Constantemente, por meio da mídia oficialista, saem artigos aonde se diz que serão detidas mais pessoas, e as redes mais próximas começam a se perguntar “Serei eu dessa vez, quem terá que viver na prisão?” Não se sabe de onde vieram esses rumores, mas sabemos, com certeza, o que há por trás deles: tentar paralisar, imobilizar e isolar estes grupos e pessoas.

O governo se posicionou de um lado, deixando totalmente impune a atuação da polícia e dos fiscais. no caso do Fiscal Peña, o promoveram a um grau de poder omnímodo, podendo agora decidir sobre a liberdade ou a prisão de pessoas que só por haverem protestado em causas sociais de caráter estudantil, mapuche ou de moradia, são castigadas com o poder do sistema.

O pior é que não importa se a pessoa é culpada ou não, porque a mensagem é mostrar à sociedade eficiência e eficácia no combate ao que consideram “ações terroristas”. Esse discurso a gente conhece bem.

É por isso que os familiares dos presos no dia 14 de Agosto, juntamente com as pessoas cujas casas foram invadidas esse mesmo dia e também com organismos de direitos humanos, fazemos um chamado ao Poder Judiciário para que estes fatos sejam investigados, já que constituem uso abusivo de força, de maneira reiterada, aplicada contra um grupo específico da população. Exigimos também que o julgamento que se realizará contra esses jovens seja feito com respeito irrestrito aos seus direitos e ao processo, sendo inadmissível que, em um estado de direito, exista sobre eles este nível de hostilidade, perseguição, amedrontamento e discriminação.

Santiago, segunda-feira 14 de março de 2011.-

Organizações:
Colectiva Babel, Ñuñoa
Centro de Salud Mental y Derechos Humanos, CINTRAS
Comisión Ética Contra La Tortura, CECT
Corporación de Defensa del Pueblo, CODEPU
Grupo Psicología por Ñuñoa
Familiares del 14
Observatorio Ciudadano

Pessoas:
Paulina Acevedo Menanteau. Jornalista, comunicadora em Direitos Humanos
Claudia Paz Bravo. Socióloga
Rosa Bravo.
Francisco Carreras Vicuña. Sociólogo
Roxana Castillo Castillo. Assistente Social
Cecilia Domínguez Garretón. Psicóloga, Professora de Filosofia.
Constanza Domínguez Garretón.
Mía Zorka Dragnic García. Socióloga
Claudia Drago Camus. Professora
Sebastián Drago Camus. Sociólogo
Claudio Escobar Cáceres. Engenheiro Civil y Professor Estado em Matemáticas.
Olga Espinoza Aros. Professora
Bárbara Faúndes Sobarzo. Professora Educação Geral Básica
Paulina Fernández Moreno. Psicóloga
Andrés Figueroa Cornejo. Jornalista
Verónica Garín Garín. Jornalista
Beatriz González Fulle. Professora de Filosofia
Adriana Goñi Godoy. Licenciada em Antropologia UCH
Milan Grusic Ibáñez. Opinante e cidadão
Jorge Morales Farías. Crítico de cinema
Gastón Muñoz Briones, Carnê 5.117.483-6
Solange Ordax Wiener. Desenhadora
Arnoldo Pérez Guerra. Historiador e jornalista.
Richard Pincheira Aedo. Consultor Agrícola

Osvaldo Rodríguez Zúñiga, Realizador
Irene Rojas Morales. Professora, Ex membro del movimento Contra la Tortura Sebastián
Acevedo.
Paz Rojas. Doctora, CODEPU
Carolina Sandoval Gómez. Tradutora
Teresa Silva Aranguiz. Secretaria Executiva, Ex membro del Movimento Contra La
Tortura Sebastián Acevedo
Beatriz Silva Pinochet. Socióloga
Alejandro Solar Domínguez
Constanza Solar Domínguez
José Solar Domínguez
Francisco Solar Rosende
Carmen Soria González-Vera. Fotógrafa y locutora
Viviana Uribe. Presidenta de CODEPU
Marcelo Urra. Psicólogo
José Venturelli. Pediatra, Vocero del Secretariado Europeu da Comissão Ética contra la
Tortura, CECT-SE
Rodrigo Yaconi V.
C Veloso

Estrangeirxs:
Raquel Padilla Ramos. Centro INAH, México
Joelle Tomasini. Profesora, Córcega, Italia
Pavel Pavelic Jofre. Fotógrafo y membro do Sindicato ARI, Bélgica.
COMABE-Solidarixs, Bélgica

sexta-feira, 18 de março de 2011

Comunicado inicial da Greve de Fome


21 de fevereiro: Acabou-se a paciência! Presos e presas da montagem bombas iniciam greve de fome líquida no Chile

[Aderem à greve: Mônica Caballero, Andrea Urzua, Rodolfo Retamales, Felipe Guerra, Camilo Pérez, Carlos Riveros e Francisco Solar.]

Comunicado:

Em 14 de agosto de 2010 o Ministério Público por meio da Promotoria Metropolitana Sul, emana uma série de ordens de detenção e invasões, aplicando todo o terror policial a casas particulares e centros culturais, que resulta na detenção de 14 pessoas nesta batida repressiva e comunicacional, conhecida midiaticamente como “Caso Bombas”. Todos acusados de pertencer a uma suposta associação ilícita terrorista criada na irracional mente de alguns “profissionais do direito” e que hoje nos mantém atrás das grades.

Há aproximadamente cinco anos se inicia a investigação do midiático “Caso Bombas”. Assim durante o governo de Bachelet, o Estado destinou três investigadores com dedicação exclusiva e com o objetivo de esclarecer a autoria de cada uma das bombas colocadas em estruturas financeiras, policiais, de serviço público ou outras. Neste tempo se recopilaram mais de 43 volumes com dados de fontes policiais, peritos criminais, testemunhas protegidas, declarações, vigilantes residenciais, perseguição a suspeitos e seu entorno familiar, intervenções telefônicas e invasões de casas e bibliotecas populares (todos os lugares em que a polícia irrompeu na madrugada do dia 14 de agosto de 2010).

Com todo este material nenhum fiscal nem juiz tomou a decisão de encarcerar ninguém. A evidência acumulada não é suficiente, é difusa e não permite identificar aos responsáveis da colocação das bombas. Inclusive o promotor Xavier Armendáriz declara ante as ânsias de resultados por parte do Ministério do Interior da época que “é necessário atuar com cautela investigativa ante as frágeis provas”, mas ainda quando os “autores das bombas não integram células violentas propriamente ditas, senão que se trata de grupos sem organização, nem chefes” (Emol 27 de novembro 2009).

Toda essa maneira de atuar no direito muda em 14 de junho de 2010 quando Armendáriz é retirado do cargo, produto de pressões do Ministro do Interior Rodrigo Hinzpeter e até do fiscal Nacional Sabas Chahuán. Assim, entra em cena o fiscal Alejandro Peña, descrito pelo diário La Tercera como “um paradoxo ambulante, o que resulta da fusão num só ser de burocracia judicial e policial com a fantasia de um ilusionista”. Com esta apresentação a montagem começa.

O promotor desenvolve uma nova estratégia sem reparar nos custos humanos que esta ação implica. Se antes os promotores que lhe precederam não puderam reconhecer, nem identificar organizações definidas, o fiscal se preocupou de inventá-las e buscar por todos os meios fazer com que as peças se encaixassem em sua nova “linha investigativa”. Estruturar a famosa associação ilícita com chefes aos quais não se falavam há anos; executores que nem se conheciam e o mais engraçado, financiadores europeus!!! Como se 950 euros enviados em uma ocasião a um dos acusados fosse uma grande remessa para ações subversivas (casas de segurança, carros, armas, documentação falsa, etc.). Quanta imaginação deste personagem, inclusive inventaram nexos entre um dos supostos cabeças com o paquistanês detido na Embaixada dos Estados Unidos por supostos traços de TNT e posteriormente posto em liberdade em poucas semanas.

Finalmente a fantasia ajuda a planificação desta “inovadora estratégia”, sobretudo com a campanha midiática, informativa e comunicacional realizada pelo meios de comunicação oficiais da informação que começam a entregar dados dos supostos suspeitos de colocar artefatos explosivos, lugares que freqüentam, perfis de supostos líderes, etc. Os dardos apontados à pessoas vinculadas a espaços sociais, canais e rádios comunitárias, estudantes que aderem a idéias libertárias, ex-presos políticos e todos reconhecidos críticos do modelo neoliberal e solidários com a luta dos povos, em especial com a levada a cabo pelos Mapuches em seu anseio por manter sua identidade, cosmovisão e território. Não se perseguem atos senão idéias, relações de amizade, bibliotecas autônomas, casas okupadas e espaços de cultura, arte e de encontro comunitário.

Uma vez desenhado o cenário teatral, seus protagonistas e correspondentes características físicas e psicológicas, com a opinião pública perfeitamente moldada, o golpe repressivo se desata; para então havia transcorrido 2 meses desde que assume como diretor da montagem jurídico policial Alejandro Peña. Com as mesmas pastas, os mesmos diálogos, lugares, atores e um renovado guia incriminatório e espetacular operativo toma os canais televisivos na manhã do dia 14 de agosto de 2010.

Logo de nossa detenção a promotoria solicitou três dias para formalizar-nos dos fatos acusatórios, situação que na prática deveria realizar-se ao mesmo dia da nossa prisão. Posteriormente solicita um prazo de 180 dias (6 meses) de prisão preventiva até o término das investigações, prazo que acabou em 14 de fevereiro de 2011, dia em que nos notifica que a promotoria bis submeterá a uma nova formalização em 16 de março de 2011, tudo isso encarece ainda mais este julgamento. Nada nos disse que Alejandro Peña solicite mais 6 meses como prazo para armar seu quebra-cabeça policial.

Nesses longos meses não só permanecemos 22 horas diárias em celas individuais de 2×3 metros, visitas 1 vez na semana com nossos familiares durante 3 dias em reduzidos espaços sem luz natural, senão que também vivemos na própria carne a tortura dos funcionários do Estado. Como mostra, em 8 de outubro de 2010 profissionais do Serviço Médico Legal, mais agentes de LABOCAR, DIPOLCAR e agentes extraíram violentamente amostra de DNA de cada um dos acusados, para ser contrastadas com as amostras recolhidas nos lugares dos bombaços. Esta “prova científica” não produziu nenhuma relação entre nós e o encontrado nos lugares do acontecido.

Por outro lado, somos testemunhas de como as evidências nas pastas investigativas só se afirmam em conjecturas policiais baseadas em amizades, laços familiares ou concorrência à marchas públicas, atividades político-culturais e sons; ainda assim neste contínuo suposto, cabe assinalar que entre todos os acusados não nos conhecíamos até a nossa detenção, assim, é impossível que conformemos alguma suposta “associação ilícita”, menos ainda uma organização.

Cabe assinalar que em nenhuma das invasões realizadas se encontrou algum tipo de evidência nem material para a fabricação de artefatos explosivos, tampouco existem provas digitais ou gravações que inculpem a nenhum dos acusados

Ante os vícios e aberrações judiciais, pastas secretas, intervenções telefônicas a nossos advogados, a contínua utilização de testemunhas protegidas com antecedentes psiquiátricos como Rodrigo Vera Morales e Gustavo Fuentes Aliaga e por tudo anteriormente exposto, decidimos começar uma greve de fome de caráter líquida a partir das 00:00 horas do 21 de fevereiro de 2011 exigindo:

1. Liberdade imediata

2. Término da montagem jurídico-policial

3. Fim da lei anti-terrorista herdada da ditadura e aperfeiçoada na democracia

4. Fim dos prazos investigativos e realização imediata de um julgamento justo

Não mais as montagens midiáticas, jurídicas e policiais!

Liberdade a todos os presos políticos chilenos e Mapuches!